29 agosto 2006

vitalic...(ok cowboy)


...para ouvir de olhos fechados. dançar energicamente sem ranger os dentes. aconselha-se uma audição cuidada em ambiente controlado, com ou sem aditivos. enérgico e musculado também tem faixas capazes de embalar cerebralmente os mais desatentos ou desinteressados. ao vivo e a cores não brinca em serviço, aos comandos da nave não há falhas, bate tudo certo e bate bem. há que estar preparado. o rapaz está aqui.

27 agosto 2006

are you talkin' to me?...(Rute Gonzalez)



...e se de repente virar-te as costas e deixar-te a falar para as paredes que tal? da próxima vez que vieres com vontade de desabafar e descarregar em cima de mim põe-te a encher balões, está bem querida?

22 agosto 2006

por estes dias...(George Bellows)



...é vê-los na estrada a buzinar, a vociferar e a insultar, eu por mim prefiro sintonizar a antena 2 e meter meio valium 10 sublingual com um sorriso estampado na cara. atitude positiva, a vida vai correndo pelo melhor como só pode ser. durante um engarrafamento sem razão aparente, afinal não havia razão nenhuma mesmo, apenas um pequeno toque entre dezassete viaturas ligeiras e um pesado de mercadorias, desligo o ac e baixo o vidro. está na hora do flirt de fila de trânsito. nada de bocas ordinárias, só uns piropos inocentes. mas a menina do lado não está pelos ajustes e ameaça-me com um valente par de estalos. ignoro as ameaças e volto à carga. mulher de colhões pois assenta-mos mesmo. encolho os ombros e pisco um olho ao miúdo que está na carrinha da frente. o puto desata a chorar e em cinco minutos tenho um homem de metro e meio em bicos de pés a meter-me a chapa para dentro a chamar-me lá para fora aos berros "seu cabrão pedófilo!". peço-lhe para que tire os óculos de aro de tartaruga, não sou dos que batem aos caixa de óculos, mas o gajo dá-me um soco no estômago e não tenho reacção. a mulher apoiada na porta incita-o a pontapear-me as bolas e a menina da fila ao lado grita "bem feito seu paneleiro!". só posso rir-me cada vez mais não fosse o senhor agente da bt tinha sido linchado ali mesmo entre as duas faixas de trânsito. por estes dias o asfalto é a minha nova uma droga. e é dura, oh se é!

revisão periódica...(Rothko)

08 agosto 2006

Rothko

prontos...(Francesco Clemente)


...depois do café com cheirinho e uma água mineral gaseificada, vou fazer uma merecida siesta ao som de Blazing Horns. as vacanças têm que servir para alguma coisa nem que seja emagrecer 10 a 15 g por dia. fez-se a festa antes do apito final, os incêndios estão em alta e daqui segue um agradecimento especial a todos os bombeiros voluntários que de norte a sul, verão após verão zelam pelo que muitos amealharam durante uma vida inteira. puta que pariu os incendiários, alguns pobres diabos nem sabem o que fazem, mas são (muito) poucos, e puta ainda que pariu os mandatários, esses sim, os maiores cabrões desta merda toda, a percentagem de incêndios "geração espontânea" é diminuta e completamente desprezível em relação aos gerados por mão alheia. está calor e o mercúrio teima em não descer, mas o festival do fogo tem sempre uma grande máquina humana por trás deste triste espectáculo.

02 agosto 2006

estado em que se encontra este blog...(Peeter Bruheguel)

01 agosto 2006

todos para a madeira...(Robert Rauschenberg)




...os originais vão para o norte e a carneirada para o sul, quem o diz tem um blogue que tem sido ora pirateado ora pirateado e vice-versa, a coisa está complicada e para durar, é uma novela do género portátil hp, essa felizmente já resolvida. jpp prefere o mar do norte para picar carreiras e aventurar-se nos valentes quebra côcos de metro e meio que atiram um gajo sem complacência contra o areal deixando-o aturdido mas feliz. no entanto, obrigam um gajo a despir os calções na praia para tirar os quilos de areia que teimam a puxá-los para baixo e descobrir o rêgo da peida por força da gravidade. se por um lado o professor marcelo é ou era, desconheço se ainda domina os 360, um destemido bodyboarder já o nosso caríssimo jpp pende mais para o bodysurf. eu compreendo-o, o homem e a onda, sem apetrechos, a força e a inteligência, trata-se de um autêntico duelo. se o exôdo das gentes amantes de mares quentes e de ondas que não o são fosse canalizado para o ilhéu jardinesco podia ser que aquela merda afundasse de vez. por estes dias apenas confio na força da gravidade.

ps: vou passar a justificar os meus parcos textos. a minúscula é para manter.