31 outubro 2005

Rothko

28 outubro 2005

Cavaco, por Caspar David Friedrich



...por baixo daquele nevoeiro todo está o nosso pequeno rectângulo de futuro incerto, mas eu não acredito em messias (com minúscula) nem em homens providenciais. a ocasião faz o ladrão.

25 outubro 2005

#1 por um dia gostava...(George Inness)



...de ser uma nuvem esfarrapada.

24 outubro 2005

estas teclas…

...foram-me tiradas, senti-me nu sem elas. sentem-se atraiçoadas por ter partilhado as minhas ânsias e os meus desejos com outras, não totalmente estranhas, mas ainda assim teclas que não eram estas. as máquinas são assim, como nós, ciumentas. aqui entre nós, que elas agora não ouvem, também já me tinha habituado ás outras.

23 outubro 2005

por entre...(Paul Gauguin)



...as árvores o caçador observa a sua presa. passeia-se pelo jardim sem o namorado que ficou a ver a bola, a emborcar cerveja, enterrado no sofá.

22 outubro 2005

coisas do consumo...(Paul Cezanne)



...dei por mim a tirar alguns livros das prateleiras e a ler as contracapas por entre os corredores da bricolage e dos lacticínios numa superfície comercial, ás vezes o ar frio e pseudo intelectual de algumas livrarias e o atendimento afectado de quem está atrás do balcão afasta-me delas, de um contacto mais íntimo com os potenciais livros que um dia terão milhões de células mortas de uma epiderme suada e pouco gasta. sabe bem, também escolhê-los com os gritos de um puto a chorar que pede uma caixa de seis perna de pau e das ameaças de um tabefe por parte de uma mãe que tenta despachar-se e escolher as melhores ervilhas congeladas.

20 outubro 2005

notas de hoje...(Domenico Ghirlandaio)



- a puta da otite andou uma semana a ameaçar e agora tramou-me

- cavaco lá se chegou á frente, cheio de vontade

- vou acabar o "a rapariga do trombone" do skármeta

- tomei a decisão de não deixar a merda deste país nos próximos tempos

- conheço pessoas tacanhas

- este quadro parece o mário soares num qualquer futuro debate com um qualquer adversário a dizer algo do género "o que foi meu pequenote?"

18 outubro 2005

como me sinto...(Paul Cezanne)

17 outubro 2005

ainda bem que há capas assim...



...ainda bem. agora a sério senhor peseiro, a sua expressão era por estar a ver um camião a atropelar alguém na passadeira ou era porque a briosa mostrou a(s) garra(s) ao leãozinho?

toma lá dá cá...

...pode parecer estranho, mas a "entrevista" do senhor ministro das finanças na rtp1 mais parecia ter sido combinada, as respostas estavam na ponta da língua ou estavam no teleponto? talvez seja eu, mas desconfiei.

15 outubro 2005

vontade...(Gustave Caillebotte)



...de mudança? as laranjeiras vão voltar a dar laranjas carnudas e sumarentas. de qualquer maneira o sumo vai continuar azedo, a rosa murchou e não há volta a dar. ora uns ora outros, mas sempre os mesmos.

a preto e branco...(Dust Bowl)

12 outubro 2005

acabou...(van Gogh)



...a vindima. a uva deixou de entrar. a parte de lavar os cestos ainda vem longe, muito longe, mas o pior já passou.

11 outubro 2005

á espera...(Gustave Caillebotte)



...que a minha amiga fique por cá durante muito tempo. que se lixe o outono, venha o inverno e já.


ps: os magníficos quatro não conseguiram o pleno, o meu obrigado ás gentes de amarante.

09 outubro 2005

a poluição...

...hoje é domingo. as ruas esperam pelo dia de amanhã, sentem-se sujas, agredidas e violentadas. esperam por um dia novo, sem cartazes e, se se esquecerem de os retirar (é o mais certo) contam com uma chuva que os apodreça e os faça tombar. já votei.

06 outubro 2005

intenção de voto...

...quando for grande voto num partido com pessoas. com pessoas verdadeiras, que falam a verdade, que tem um programa e que o cumpre, sem promessas falsas ou vãs. um dia, daqui a uns bons anos, quem sabe?

04 outubro 2005

pois é...

...pelos vistos, ás vezes, o preconceito é nosso amigo. ainda bem que só peguei de raspão num deles, e por engano. a ler no esplanar as couves e alforrecas.

03 outubro 2005

Rothko



...quando for grande quero ter um.

02 outubro 2005

coisas engraçadas e embaraçosas #2...(Dust Bowl)



...uma senhora de idade bateu aos pontos o marido, no cozido e no tinto, não parou de dar ao dente. no fim, enquanto ela acabava a garrafa ele abanava a cabeça "sentes-te bem querido? e essa talhada de melão, não vem carlos?"

coisas engraçadas e embaraçosas #1...

... os peidinhos da rata.

01 outubro 2005

dúvida...

...em quem acreditar? na senhora dos dois éfes ou na pj? estou confuso.

- que fazes pá?

- oh pá 'tou a ouvir a ost do the good, the bad and the ugly e a degustar um garrafeira co, da jmf. se tiver cabeça ainda vou pôr a leitura em dia antes de sair para a rambóia.
- 'tá bem, diz qualquer coisa...
- qualquer coi...
caiu. o gajo deve 'tar sem rede.

wind in your sail - lagwagon



...esperei algumas semanas por ele, a porra do postal dos ctt nunca mais chegava, estava em pulgas para ter o menino vindo da suécia. esta colectânea saiu num abençoado dia dez de janeiro de 96 e deu-me a conhecer uma das melhores faixas de sempre e logo a primeira do compact disc. nem vou falar da banda. aqui está a letra, quando aprender a postar música é a primeira.


ps: feliz dia da música! oops, já me esquecia

it's negative i wish you the worst dear,to feel the greatest pain it's positive you said it's all in vain i know i felt,and i won't feel again i know you hours of madness,years of dysfunction, the deepest embitterment no will to strive or achieve,finale and breakdown perpetual fall on your knees,as you crawl back to me it ends like this i can hope for bliss, if you fail again'cause i'm right here, to witness every step and when you trip,i will cherish it hours of madness,years of dysfunction, the deepest embitterment no will to strive or achieve,finale and breakdown perpetual fall on your knees,as you crawl back to me i live to watch you fail,i live to watch you fail i live to watch you fail,i am the wind in your sail i wish you the worst dear, to feel the greatest pain'cause i'm right here,to retrieve all you stole every tear,and everything you own i wish you hours of madness,years of dysfunction, the deepest embitterment no will to trust anyone this is how i lived,this is how you left me blue as crawled back to you