22 junho 2005

ao balcão...

...tirou mais um fininho da cigarreira, desde que os maços começaram a aparecer com a merda dos slogans resolveu dar uso á cigarreira que o ex marido lhe tinha oferecido. O bar estava já quase vazio, quatro ou cinco pessoas ao balcão faziam o último pedido. Ela fez o seu primeiro, só bebia quando o bar estava para fechar, "malte, dezoito. água, lisa e natural". O barman sorriu, "o costume...". Hoje nem tinha chegado muito cedo, vinha de casa da irmã."és uma sortuda, não tens putos...o cabrão não aparece nem diz nada vai para mais de duas semanas. telemóvel desligado. os putos deviam estar com ele este fim de semana e o Rodrigo está lixado comigo, diz que eu não me imponho e até tem razão. já tinhamos tudo combinado, sair na sexta e chegar domingo á noite. parece que o cabrão adivinha...". Fechou a porta do quarto dos putos. "são uns reguilas, mas são um amor e giros como o cabrão do pai", "tu é que és uma sortuda maninha". Ajudou-a acabar de arrumar a cozinha e a garrafa de vinho que tinham aberto ao jantar. Despediram-se com um beijo ternurento. Só faltava ela, já todos tinham saído, o barman fechou a porta e correu os estores, aproximou-se por trás dela e passou-lhe a língua pela orelha, ela virou-se para ele e puxou-o para si, beijou-o com paixão, mas calmamente, como sabia bem aquela boca jovem e fresca. "hoje em tua casa?"