ai os canitos...
Adoro canitos. Não gosto tanto de alguns canitos por causa da educação que os seus donos lhes passam, não têm culpa, eu sei, mas acabam por ser um reflexo feio e porco, até mau deles, mas fiel. Há cerca de meia dúzia de anos importou-se uma moda, a moda do canito, de preferência rafeiro (tem mais pinta). O canito passou a acompanhar, sem trela, note-se, o dono para todo o lado, literalmente. Quem não viu aquele pitbull amedrontado no estádio do glorioso a festejar tantos anos de jejum a implorar para que os vermelhos (não conheço a palavra encarnado, o sangue é vermelho não é encarnado e o sangue, custe o que custar é a cor do benfica - VERMELHO) fizessem menos barulho. Nunca teve tanto receio na sua canina vida. Não tenho nada contra esta moda, até a acho gira, mas uma trelazinha impõe-se. Num destes dias bebia um belo fino devidamente acompanhado por um pires de tremoço no meu tasco preferido quando passou um casal de rastas com uma canita, engraçada, com uma coleira tricolor, sem folha. Ninguém sabe como é que aquilo aconteceu, mas a canita mordeu o puto que estava na mesa á minha frente. Tanto era o sangue vermelho da criança que o pai dela exigiu o da canita. Os rastas não sabiam o que dizer ou fazer, dei-lhes uma sugestão, uma trela a condizer.

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