10 maio 2005

na beira da estrada...

um par de corvos levanta voo á minha passagem. As viagens solitárias de carrro são quase sempre momentos de reflexão, não na ida, mais na volta porque presume-se que as viagens tenham algum objectivo mais ou menos definido. No caminho para a I. lá reparei em corvos, em cegonhas a planar ou a aterrar nos ninhos nos postes de alta tensão. Nos extensos vinhedos que começaram á pouco a verdejar. Só abro o diafragma da objectiva, qundo a mente se começa a esvaziar dos assuntos que ainda á pouco me arreliavam. Quero fazer uma viagem sem rumo, sem objectivo, divagando, ver o tracejado a ser engolido pelos pneus, as caras que passam nos carros. Lembro-me do Menos Que Zero, "...as pessoas têm medo de se envolver nas auto-estradas".