22 abril 2005

perfumes…

...quem não os usa? Eu uso. Não prescindo do meu. Agora, porque é que usamos os perfumes? Por uma série de diferentes razões, vaidade, o vício do ritual, necessidade de afirmação, auto estima, disfarce – da falta de higiene –, hábito, vaidade (estou-me a repetir)…ah! “Gosto de deixar um rasto do perfume por onde passo!” – o que me leva ao que interessa, as pessoas que abusam dele, encharcam-se nele. Existem alguns que conseguimos gostar e até os procuramos mais tarde na perfumaria, o nervo olfactivo acaba por se habituar ao contínuo estímulo e até agradece. Um cheiro agradável tem a capacidade de nos pôr bem dispostos, mas aqueles, especialmente os de mulher, muito doces e quentes tornam-se praticamente insuportáveis, chegam a causar enjoo. Não será uma falta de respeito quando praticamente nos obrigam a cheirá-lo? Quando abandonam a sala ou o quarto deixam lá a sua presença, um espectro que se cheira. Tudo bem que o ar é de todos, lá dizia o outro, mas porra, tenham o nariz no sítio e lembrem-se dos outros. Talvez seja uma questão de gosto, mas eles também se discutem.